domingo, 17 de julho de 2011

Açucar mascavo: Existe benéficio o seu uso diário?

Vários internautas nos enviam dúvidas sobre o consumo do açúcar mascavo. Por ter imagem de ser uma alternativa mais saudável do que o refinado, vários questionamentos surgem a seu respeito. Para esclarecer as dúvidas, a Dra. Ana Maria Calábria, do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD (gestão 2008-2009), responde as perguntas mais freqüentes sobre este tipo de açúcar.

1) O que é o açúcar mascavo?
O açúcar mascavo tradicional é um alimento obtido diretamente da concentração do caldo de cana recém-extraído. Este processo elimina o uso de aditivos químicos para o processo de branqueamento e clarificação. Sua cor pode variar do dourado ao marrom-escuro, em função da variedade e da estação do ano em que é a cana é colhida.

2) Qual a diferença entre açúcar mascavo e açúcar refinado (composição química, quantidade de carboidratos, composição nutricional, calorias)?
 Composição
Refinado 
Mascavo 
Calorias (cal)
387
376
Carboidratos (g)
99,9
97,33
Vitamina B1 (mg)
0
0,01
Vitamina B2 (mg)
0,02
0,01
Vitamina B6 (mg)
0
0,03
Cálcio (mg)
1
 85
Magnésio (mg)
0
 29
Cobre (mg)
0,04
 0,3
Fósforo (mg)
 2
 22
Potássio (mg)
 2
 346
3) Existe algum benefício no consumo de açúcar mascavo, em substituição ao açúcar refinado?
O açúcar de mesa passa por um processo de refinamento. O açúcar mascavo, por não passar pelo mesmo processo, mantém as vitaminas e sais minerais da cana-de-açúcar. Apesar disso, a diferença calórica e de grama de carboidratos não são tão significativas, como mostra a tabela acima.
4) A pessoa com diabetes pode consumir açúcar mascavo? Que cuidados devem ser tomados?
Pessoas com diabetes podem, sim, consumir o açúcar mascavo, desde que sua quantidade seja computada como valor calórico e gramas de carboidrato, pois é igualmente absorvido e eleva a glicemia a patamares similares ao açúcar comum.
5) A glicose do açúcar mascavo eleva a glicemia mais rapidamente do que o açúcar refinado?
Não existem estudos baseados em evidências que confirmem essa afirmação. Logo, todas as pessoas com diabetes que preferirem utilizá-lo deverão usar as mesmas recomendações que receberam para o açúcar comum.
6) A diferença de nutrientes entre os dois tipos de açúcares traz algum benefício para quem consome? Quais?
Podem ser observadas diferenças quanto às fontes de cálcio, magnésio, fósforo e potássio, que são maiores no açúcar mascavo. Porém, isso não sugere que pessoas com diabetes tenham que preferir o açúcar mascavo, pois o que deve ser considerado nessa opção são os valores de calorias e de gramas de carboidratos que vão interferir na glicemia.
As necessidades destes minerais podem ser supridas com outros alimentos que não contenham valores tão altos de calorias e de carboidrato. Para tanto, uma consulta com o profissional nutricionista seria relevante. Assim, é possível conhecer como seria uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada para cada caso, em relação a fontes de energia, carboidrato, gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, para viver de forma saudável.
É importante observar que o açúcar mascavo adoça igualmente ao açúcar comum. Entretanto, o que importa é o teor de sacarose (carboidrato) que contêm e nessa relação eles se equivalem



sábado, 25 de junho de 2011

Radicais livres: os responsáveis pelo nosso envelhecimento?


Os radicais livres são moléculas oxidantes que reagem com a gordura, as proteínas e até em nosso DNA. Estas substâncias podem provocar todo o tipo de dano nas células e estruturas do nosso corpo. Estudos recentes têm mostrado que a prática de exercícios físicos pode ser uma aliada contra estes agentes nocivos. 
Um destes estudos foi realizado pelo fisiologista Orlando Laitano, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, Pernambuco. Ele analisou o sangue de voluntários após sessões de exercícios. “Os indivíduos ativos desenvolvem uma grande proteção antioxidante”, atesta Laitano. Uma das razões disso está na mitocôndria. Esta organela intracelular é responsável pela formação de energia e usa como matéria-prima o oxigênio. O problema é que durante este processo observa-se a formação dos famosos radicais livres.  
A prática diária de atividades físicas faz com que o corpo seja capaz de aproveitar melhor o oxigênio e isto diminui a produção de radicais livres. Para que as nossas defesas do organismo estejam sempre prontas para nos ajudar é essencial treiná-las com no mínimo  três vezes por semana, por aproximadamente 45 minutos. Entretanto, é importante que o exercício tenha intensidade moderada, pois práticas muito intensas podem aumentar a formação de radicais livres.
Até o momento a maioria dos estudos contra os radicais livres e a prática de atividade física foi realizada com exercícios aeróbios. Mas surgem cada vez mais indícios de que a musculação poderia também nos proteger. O importante é sempre se manter em movimento.
›› Membrana celular: o radical livre reage com os lipídios que constituem a parede das células, dificultando a passagem de substâncias vitais e contribuindo para o envelhecimento.
›› DNA: este agente nocivo pode modificar nosso código genético e com isso, favorecer o aparecimento de tumores.
›› Músculos: o radical livre dificulta o desenvolvimento da musculatura, sendo responsável pela sensação de cansaço constante.
SEM ADVERSÁRIO, PORÉM, NÃO HÁ JOGO
ONDE MARCA PONTOS?Os radicais livres podem ser benéficos, pois podem destruir certos fungos e bactérias presentes na parede celular. Entretanto, o time destes radicais não deve ser numeroso. Suplementos vitamínicos são indicados apenas a atletas profissionais, cujo esforço em excesso pode aumentar a formação de radicais livres.

Para evitar a formação de radicais livres, é importante uma alimentação saudável, dar preferência às proteínas, que são as matérias-primas das enzimas antioxidantes e aos alimentos que sejam ricos em vitamina C. Evitar fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com freqüência e dormir pouco. Fazer atividade física regularmente sob supervisão adequada para evitar exageros na academia
 ›› Membrana celular: o radical livre reage com os lipídios que constituem essa espécie de parede das células. Com isso, dificultam a passagem de substâncias vitais e contribuem para o seu envelhecimento.
›› DNA: o oponente em questão também modifica a maneira como o código genético se expressa. Esse é o primeiro passo para o aparecimento de tumores, só para citar um exemplo.
›› Músculos: o radical ainda dificulta o desenvolvimento da musculatura. De quebra, pode ser o responsável pelo enfraquecimento desse tecido e por aquele cansaço aparentemente inexplicável.
SEM ADVERSÁRIO, PORÉM, NÃO HÁ JOGO
Até os radicais livres podem ser benéficos para nós — desde que seu time não seja mais numeroso do que deveria. “Eles desestruturam a parede celular de certos fungos e bactérias”, exemplifica Momtchilo Russo, imunologista da Universidade de São Paulo. Ou seja, nossas defesas os utilizam para superar os micróbios. “Por isso, se um indivíduo ingerir suplementos para diminuir a produção dessas moléculas sem prescrição, poderá comprometer suas defesas”, alerta Patrícia Ferraz, nutricionista do Instituto Vita, em São Paulo. Esses suplementos são indicados apenas a atletas de alta performance, cujo esforço exacerbado gera radicais além da conta.
A DISPUTA
Depois de algum tempo, o esporte consegue dar um chega pra lá nos radicais livres. Veja como isso ocorre.
1 APITA O ÁRBITRO!
O time de vermelho é composto dessas moléculas perigosas. No momento em que puxamos mais oxigênio em decorrência de uma ligeira sobrecarga física, ele fica com um pouco mais de jogadores em quadra. Então, parte para cima de um membro valioso — e frágil — da equipe de azul: a célula.
2 A VIRADA
A célula, quando ameaçada, chama reforços. Rapidamente, as enzimas entram na partida e vão de encontro aos seus antagonistas. A marcação delas consiste em uma série de reações químicas que, no final, vão transformar seus rivais em substâncias inofensivas, como a água. Refresco para o corpo.
3 O PLACAR FINAL
No término do embate, as moléculas oxidantes são varridas do jogo. Vitória de lavada das defesas do organismo, que agora terão um esquadrão enzimático sobressalente para não dar colher de chá aos seus oponentes no futuro. E, desde que você se mantenha ativo, essa seleção de benfeitores continuará firme e forte para levar o campeonato — ou, como diriam os especialistas, para manter sua saúde em dia.
O BANCO DE RESERVAS
Para deixá-lo repleto de aliados, consuma fontes de proteína, matéria-prima das enzimas antioxidantes. “Elas também precisam de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, para realizar seu trabalho”, diz a nutricionista Patrícia Campos Ferraz. Alimentos que são eles próprios antioxidantes, como os ricos em vitamina C, também inutilizam o adversário de uniforme vermelho.
NÃO OS DEIXE ENTRAR NO JOGO
Para impedir que os radicais livres lotem a quadra, evite fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com frequência, dormir pouco ou até… exagerar na academia.

Até os radicais livres podem ser benéficos para nós — desde que seu time não seja mais numeroso do que deveria. “Eles desestruturam a parede celular de certos fungos e bactérias”, exemplifica Momtchilo Russo, imunologista da Universidade de São Paulo. Ou seja, nossas defesas os utilizam para superar os micróbios. “Por isso, se um indivíduo ingerir suplementos para diminuir a produção dessas moléculas sem prescrição, poderá comprometer suas defesas”, alerta Patrícia Ferraz, nutricionista do Instituto Vita, em São Paulo. Esses suplementos são indicados apenas a atletas de alta performance, cujo esforço exacerbado gera radicais além da conta.
A DISPUTA
Depois de algum tempo, o esporte consegue dar um chega pra lá nos radicais livres. Veja como isso ocorre.
1 APITA O ÁRBITRO!
O time de vermelho é composto dessas moléculas perigosas. No momento em que puxamos mais oxigênio em decorrência de uma ligeira sobrecarga física, ele fica com um pouco mais de jogadores em quadra. Então, parte para cima de um membro valioso — e frágil — da equipe de azul: a célula.
2 A VIRADA
A célula, quando ameaçada, chama reforços. Rapidamente, as enzimas entram na partida e vão de encontro aos seus antagonistas. A marcação delas consiste em uma série de reações químicas que, no final, vão transformar seus rivais em substâncias inofensivas, como a água. Refresco para o corpo.
3 O PLACAR FINAL
No término do embate, as moléculas oxidantes são varridas do jogo. Vitória de lavada das defesas do organismo, que agora terão um esquadrão enzimático sobressalente para não dar colher de chá aos seus oponentes no futuro. E, desde que você se mantenha ativo, essa seleção de benfeitores continuará firme e forte para levar o campeonato — ou, como diriam os especialistas, para manter sua saúde em dia.
O BANCO DE RESERVAS
Para deixá-lo repleto de aliados, consuma fontes de proteína, matéria-prima das enzimas antioxidantes. “Elas também precisam de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, para realizar seu trabalho”, diz a nutricionista Patrícia Campos Ferraz. Alimentos que são eles próprios antioxidantes, como os ricos em vitamina C, também inutilizam o adversário de uniforme vermelho.
NÃO OS DEIXE ENTRAR NO JOGO
Para impedir que os radicais livres lotem a quadra, evite fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com frequência, dormir pouco ou até… exagerar na academia.

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A DISPUTA
Depois de algum tempo, o esporte consegue dar um chega pra lá nos radicais livres. Veja como isso ocorre.
1 APITA O ÁRBITRO!
O time de vermelho é composto dessas moléculas perigosas. No momento em que puxamos mais oxigênio em decorrência de uma ligeira sobrecarga física, ele fica com um pouco mais de jogadores em quadra. Então, parte para cima de um membro valioso — e frágil — da equipe de azul: a célula.
2 A VIRADA
A célula, quando ameaçada, chama reforços. Rapidamente, as enzimas entram na partida e vão de encontro aos seus antagonistas. A marcação delas consiste em uma série de reações químicas que, no final, vão transformar seus rivais em substâncias inofensivas, como a água. Refresco para o corpo.
3 O PLACAR FINAL
No término do embate, as moléculas oxidantes são varridas do jogo. Vitória de lavada das defesas do organismo, que agora terão um esquadrão enzimático sobressalente para não dar colher de chá aos seus oponentes no futuro. E, desde que você se mantenha ativo, essa seleção de benfeitores continuará firme e forte para levar o campeonato — ou, como diriam os especialistas, para manter sua saúde em dia.
O BANCO DE RESERVAS
Para deixá-lo repleto de aliados, consuma fontes de proteína, matéria-prima das enzimas antioxidantes. “Elas também precisam de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, para realizar seu trabalho”, diz a nutricionista Patrícia Campos Ferraz. Alimentos que são eles próprios antioxidantes, como os ricos em vitamina C, também inutilizam o adversário de uniforme vermelho.
NÃO OS DEIXE ENTRAR NO JOGO
Para impedir que os radicais livres lotem a quadra, evite fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com frequência, dormir pouco ou até… exagerar na academia.
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 ›› Membrana celular: o radical livre reage com os lipídios que constituem essa espécie de parede das células. Com isso, dificultam a passagem de substâncias vitais e contribuem para o seu envelhecimento.

›› DNA: o oponente em questão também modifica a maneira como o código genético se expressa. Esse é o primeiro passo para o aparecimento de tumores, só para citar um exemplo.

›› Músculos: o radical ainda dificulta o desenvolvimento da musculatura. De quebra, pode ser o responsável pelo enfraquecimento desse tecido e por aquele cansaço aparentemente inexplicável.

SEM ADVERSÁRIO, PORÉM, NÃO HÁ JOGO

Até os radicais livres podem ser benéficos para nós — desde que seu time não seja mais numeroso do que deveria. “Eles desestruturam a parede celular de certos fungos e bactérias”, exemplifica Momtchilo Russo, imunologista da Universidade de São Paulo. Ou seja, nossas defesas os utilizam para superar os micróbios. “Por isso, se um indivíduo ingerir suplementos para diminuir a produção dessas moléculas sem prescrição, poderá comprometer suas defesas”, alerta Patrícia Ferraz, nutricionista do Instituto Vita, em São Paulo. Esses suplementos são indicados apenas a atletas de alta performance, cujo esforço exacerbado gera radicais além da conta.

A DISPUTA

Depois de algum tempo, o esporte consegue dar um chega pra lá nos radicais livres. Veja como isso ocorre.

1 APITA O ÁRBITRO!
O time de vermelho é composto dessas moléculas perigosas. No momento em que puxamos mais oxigênio em decorrência de uma ligeira sobrecarga física, ele fica com um pouco mais de jogadores em quadra. Então, parte para cima de um membro valioso — e frágil — da equipe de azul: a célula.

2 A VIRADA
A célula, quando ameaçada, chama reforços. Rapidamente, as enzimas entram na partida e vão de encontro aos seus antagonistas. A marcação delas consiste em uma série de reações químicas que, no final, vão transformar seus rivais em substâncias inofensivas, como a água. Refresco para o corpo.

3 O PLACAR FINAL
No término do embate, as moléculas oxidantes são varridas do jogo. Vitória de lavada das defesas do organismo, que agora terão um esquadrão enzimático sobressalente para não dar colher de chá aos seus oponentes no futuro. E, desde que você se mantenha ativo, essa seleção de benfeitores continuará firme e forte para levar o campeonato — ou, como diriam os especialistas, para manter sua saúde em dia.

O BANCO DE RESERVAS
Para deixá-lo repleto de aliados, consuma fontes de proteína, matéria-prima das enzimas antioxidantes. “Elas também precisam de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, para realizar seu trabalho”, diz a nutricionista Patrícia Campos Ferraz. Alimentos que são eles próprios antioxidantes, como os ricos em vitamina C, também inutilizam o adversário de uniforme vermelho.

NÃO OS DEIXE ENTRAR NO JOGO
Para impedir que os radicais livres lotem a quadra, evite fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com frequência, dormir pouco ou até… exagerar na academia.


SEM ADVERSÁRIO, PORÉM, NÃO HÁ JOGO

Até os radicais livres podem ser benéficos para nós — desde que seu time não seja mais numeroso do que deveria. “Eles desestruturam a parede celular de certos fungos e bactérias”, exemplifica Momtchilo Russo, imunologista da Universidade de São Paulo. Ou seja, nossas defesas os utilizam para superar os micróbios. “Por isso, se um indivíduo ingerir suplementos para diminuir a produção dessas moléculas sem prescrição, poderá comprometer suas defesas”, alerta Patrícia Ferraz, nutricionista do Instituto Vita, em São Paulo. Esses suplementos são indicados apenas a atletas de alta performance, cujo esforço exacerbado gera radicais além da conta.

A DISPUTA

Depois de algum tempo, o esporte consegue dar um chega pra lá nos radicais livres. Veja como isso ocorre.

1 APITA O ÁRBITRO!
O time de vermelho é composto dessas moléculas perigosas. No momento em que puxamos mais oxigênio em decorrência de uma ligeira sobrecarga física, ele fica com um pouco mais de jogadores em quadra. Então, parte para cima de um membro valioso — e frágil — da equipe de azul: a célula.

2 A VIRADA
A célula, quando ameaçada, chama reforços. Rapidamente, as enzimas entram na partida e vão de encontro aos seus antagonistas. A marcação delas consiste em uma série de reações químicas que, no final, vão transformar seus rivais em substâncias inofensivas, como a água. Refresco para o corpo.

3 O PLACAR FINAL
No término do embate, as moléculas oxidantes são varridas do jogo. Vitória de lavada das defesas do organismo, que agora terão um esquadrão enzimático sobressalente para não dar colher de chá aos seus oponentes no futuro. E, desde que você se mantenha ativo, essa seleção de benfeitores continuará firme e forte para levar o campeonato — ou, como diriam os especialistas, para manter sua saúde em dia.

O BANCO DE RESERVAS
Para deixá-lo repleto de aliados, consuma fontes de proteína, matéria-prima das enzimas antioxidantes. “Elas também precisam de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, para realizar seu trabalho”, diz a nutricionista Patrícia Campos Ferraz. Alimentos que são eles próprios antioxidantes, como os ricos em vitamina C, também inutilizam o adversário de uniforme vermelho.

NÃO OS DEIXE ENTRAR NO JOGO
Para impedir que os radicais livres lotem a quadra, evite fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com frequência, dormir pouco ou até… exagerar na academia.







A DISPUTA

Depois de algum tempo, o esporte consegue dar um chega pra lá nos radicais livres. Veja como isso ocorre.

1 APITA O ÁRBITRO!
O time de vermelho é composto dessas moléculas perigosas. No momento em que puxamos mais oxigênio em decorrência de uma ligeira sobrecarga física, ele fica com um pouco mais de jogadores em quadra. Então, parte para cima de um membro valioso — e frágil — da equipe de azul: a célula.

2 A VIRADA
A célula, quando ameaçada, chama reforços. Rapidamente, as enzimas entram na partida e vão de encontro aos seus antagonistas. A marcação delas consiste em uma série de reações químicas que, no final, vão transformar seus rivais em substâncias inofensivas, como a água. Refresco para o corpo.

3 O PLACAR FINAL
No término do embate, as moléculas oxidantes são varridas do jogo. Vitória de lavada das defesas do organismo, que agora terão um esquadrão enzimático sobressalente para não dar colher de chá aos seus oponentes no futuro. E, desde que você se mantenha ativo, essa seleção de benfeitores continuará firme e forte para levar o campeonato — ou, como diriam os especialistas, para manter sua saúde em dia.

O BANCO DE RESERVAS
Para deixá-lo repleto de aliados, consuma fontes de proteína, matéria-prima das enzimas antioxidantes. “Elas também precisam de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, para realizar seu trabalho”, diz a nutricionista Patrícia Campos Ferraz. Alimentos que são eles próprios antioxidantes, como os ricos em vitamina C, também inutilizam o adversário de uniforme vermelho.

NÃO OS DEIXE ENTRAR NO JOGO
Para impedir que os radicais livres lotem a quadra, evite fumar, beber em excesso, ingerir alimentos industrializados, ficar estressado com frequência, dormir pouco ou até… exagerar na academia.

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sábado, 14 de maio de 2011

Os alimentos que combatem o envelhecimento

Uma alimentação saudável combate o desenvolvimento de diversas doenças crônicas e nos protege do envelhecimento das células. Alimentos ricos em proteínas, como o leite e iogurte, podem garantir uma pele macia, unhas e cabelos mais firmes e evitar o aparecimento das indesejáveis ruguinhas.

            A deficiência de colágeno, que é uma proteína que dá sustentação às células, causa diminuição da elasticidade da pele e, com isso, observa-se  o aparecimento dos vincos. Estudos recentes mostram que o consumo diário desta proteína não tem contra-indicação e estimula a sua produção no nosso organismo”.

            Os antioxidantes também estão sendo adicionados às receitas de muitos alimentos industrializados. “Eles auxiliam no combate aos radicais livres, que provocam o envelhecimento celular”, justifica a dermatologista Ana Cristina Fasanella, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

            “A nutrição está diretamente relacionada com a estética”, afirma a dermatologista Marcella Delcourt, da Santa Casa de São Paulo. “E, quanto mais variada a dieta, melhor. Sua pele agradece”, afirma ainda a nutróloga carioca Tamara Mazaracki, que é especialista em medicina antienvelhecimento.

            Alimentos que não podem faltar na sua dieta:

Salmão

            Esse peixe rosado é rico em uma substância de nome extenso, o dimetilaminoetano, que é mais conhecido como DMAE. Esta substância ficou conhecida na formulação de cremes, por promover o efeito Cinderela, que deixa a pele mais esticada. Para isso, é preciso comer dois ou mais filés deste peixe diariamente.

            Exageros à parte, de fato os peixes de água gelada — como a sardinha, a truta, a anchova, o arenque e o próprio salmão — devem sempre estar no cardápio. “Eles são ricos em ácidos graxos ômega-3, 6 e 9. Essas gorduras auxiliam na manutenção da barreira epidérmica, que protege o tecido, melhorando sua textura e hidratação”, explica Dr. Adilson Costa. “E têm ação antiinflamatória”, acrescenta Ana Cristina Fasanella.

            A linhaça, o gergelim, o azeite, as oleaginosas e os ovos também contêm  pequenas quantidades destes ômegas. “Os ovos, assim como o leite e seus derivados, oferecem ainda vitamina D, que previne o envelhecimento precoce”, complementa Tamara Mazaracki.

Castanha-do-pará, cogumelos, grãos integrais, frutos do mar, gérmen de trigo, leite e uva


 A castanha-do-pará, assim como os frutos do mar e o trigo integral, têm selênio, por exemplo. Esta substãncia combate a formação dos radicais livres. O cálcio, do leite e seus derivados, folhas de tom verde-escuro e sardinha, e o magnésio, dos grãos integrais e das oleaginosas, são essenciais para o bom funcionamento das células da pele. Já o zinco, das sementes e do gérmen de trigo, tem ação anti-inflamatória e cicatrizante. “Todos eles, mais o cromo, presente nas uvas e na aveia integral, e o silício, dos cogumelos e pimentões vermelho e amarelo, ajudam a combater a flacidez e os sinais da idade. Inclusive porque estão envolvidos na produção de colágeno”, conta Tamara Mazaracki.


Tomate, frutas cítricas, pepino e cenoura 

As frutas cítricas possuem doses de vitamina C que combatem os radicais livres. Em matéria de pele, é importante valorizar as fontes de vitamina E, como a manga, a couve, ervilha e do arroz integral. Além disso, no prato, você deve colocar os alimentos ricos em vitamina A, como a cenoura, a abóbora, a papaia e o pêssego.  

O tomate, por ser rico em licopeno, merece uma atenção especial, pois é um potente antioxidante. Na forma de molho, quando o fruto é cozido, o aproveitamento dessa substância pelo organismo é ainda maior. É importante fazer um rodízio das frutas durante a semana.  

Carne, frango, ovos e laticínios 

Estes alimentos são ricos em proteínas. E para a pele, a melhor proteína é a do tipo animal, sendo mais bem aproveitada do que a de origem vegetal, que é encontrada em leguminosas e cereais. Estes alimentos evitam a perda muscular e, melhoram  a flacidez da pele. “A lisina e a prolina, dois aminoácidos encontrados nos animais, são a matéria-prima para a fabricação do colágeno e da elastina”, diz Tamara Mazaracki. 

Aveia, farelo de trigo, frutas e hortaliças 

Ricos em fibras, eles colocam o intestino para funcionar. “Quando a passagem do bolo fecal pelo órgão é mais lenta, a eliminação de toxinas fica comprometida, o que prejudica a elasticidade e o viço do tecido”, conta Tamara Mazaracki. Outros elementos como espinafre, repolho, couve-flor e cereais, além das  fibras, são fontes de vitamina K, que fortalece os pequenos vasos, fundamentais para a nutrição da pele. 

Água, muita água

De nada adianta ingerir fibras, se você não tomar bastante líquido. Aliás, o efeito é o oposto: as fezes ficam ressecadas, dificultando a sua eliminação. A água é essencial para manter a pele hidratada, macia, e bonita.  

Iogurte, folhas de tom verde-escuro, batata e milho 

Estes alimentos são ricos em vitaminas do complexo B e auxiliam no processamento de gorduras, carboidratos e proteínas, melhorando a ação dos nutrientes da pele. “A B2, em especial, ajuda a controlar a oleosidade e a B6 regula o metabolismo hormonal, que tem influência sobre a saúde do tecido”, segundo Dra. Tamara.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dieta sem glúten

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio, malte. Como todas as proteínas, é composto de vários aminoácidos e, um destes, a gliadina, é a mais tóxica. Na mínima quantidade, é agressiva a quem é intolerante, explica a nutróloga Paula Cabral, da clínica Hagla, do Rio de Janeiro. "O glúten é usado para dar consistência, elasticidade e leveza à massa dos alimentos, em geral, bolos, bolachas, pães e pizzas", explica. Esta proteína era uma desconhecida do público. No entanto, devido a uma nova dieta que retira o glúten do cardápio com a promessa de perda de peso, esta proteína foi “descoberta”.

            Algumas celebridades como Luciana Gimenez aderiram ao menu sem glúten, com isso tendo perdido pelo menos 6 kg. Além da perda de peso, será que seria mais saudável uma dieta sem glúten?

            Os especialistas afirmam que a doença celíaca seria a única situação em que se exigiria a restrição do consumo do glúten. “Não existe base científica para condenar esse componente do trigo”, diz Jaime Amaya Farfan, cientista de alimentos da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. “A não ser no caso da doença celíaca, não há evidências de que o glúten seja uma proteína nociva ao organismo de indivíduos saudáveis ou que esteja associado à obesidade.”

            Esse elo também é contestado pela nutricionista Daniela Margo, de São Paulo. “Inexistem provas de que eliminá-lo reduz a circunferência abdominal”, frisa a especialista. Sua colega Mônica Beyruti, corresponsável pelo Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, completa: “Ok, se minimizarmos o consumo do glúten, que está presente em muitas fontes de carboidrato, haverá redução de calorias e de peso. Mas isso vale para qualquer tipo de restrição alimentar”.

            Bom, então o que é a doença celíaca?

É uma alteração do tubo gastrointestinal, onde se observa o aparecimento de: gases, vômitos e diarreia, após a ingesta de qualquer alimento que contenha glúten. Isto ocorre porque nestes indivíduos se observa a deficiência de uma enzima chamada de transglutaminase, que é responsável pela metabolização do glúten no organismo. Assim, ao ser ingerida, a proteína acaba machucando as paredes do intestino. Num estágio avançado, esse processo permite que substâncias carcinogênicas caiam na corrente sanguínea. Como prevenção, o paciente portador de doença celíaca deve excluir de sua dieta todos os alimentos que contenham glúten.

            “O que está acontecendo com a proteína do trigo é uma onda infundada de difamação”, defende o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Edson Credidio.

            Não se sabe ao certo o que pode ter disparado essa desconfiança generalizada em relação ao glúten. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, que orienta um dos grupos de referência de portadores do mal no país, revelou que há um doente celíaco para cada grupo de 214 paulistanos. “Em Brasília existe um caso para cada 681 habitantes”, estima Karla Lisboa, técnica do Ministério da Saúde. Com o intuito de proteger tantas pessoas sensíveis, a lei brasileira obriga a indústria de alimentos a informar no rótulo de cada produto se ele contém ou não glúten. Porém esta informação parece gerar um efeito contrário, despertando a preocupação de quem não tem intolerância a esta proteína.

            A gastropediatra Lenora Gandolfi, pesquisadora responsável pelo grupo de celíacos da Universidade de Brasília alerta: “Os nutricionistas que orientam regimes que restringem o consumo da proteína do trigo têm o dever de afastar primeiro a hipótese de um caso de doença celíaca”. É que entre 4 e 10% dos parentes de primeiro grau dos celíacos também têm a enfermidade e, pior, nem desconfiam disso. “Se não é o caso, seguir uma dieta sem glúten à toa é irresponsabilidade”, opina Lenora.

            Após um mês sem ingerir bolachas e bolos, é muito difícil que um teste sorológico dê positivo para a doença celíaca. Seria necessário voltar a comer pães por no mínimo 6 meses para refazer o exame do anticorpo anti-transglutaminase para este resultado ser confiável.

            No mundo, a maior incidência de doença celíaca foi registrada na Argélia, que possui uma criança com o problema para cada grupo de 18. Os cientistas ainda não sabem dizer se o mal é genético. “De tempos em tempos, descobre-se que um ingrediente é capaz de acelerar o metabolismo e pronto: algum oportunista se apropria do resultado, nem sempre corretamente, dizendo que aquilo emagrece. Mais do que farsa, esses regimes pecam contra a saúde. Dietas que provocam um desequilíbrio nutricional, como a do Dr. Atkins e, agora, a anti-glúten, estão seguindo o caminho errado”, analisa Gláucia Pastore, diretora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.“ Estas dietas podem até reduzir o peso em um primeiro momento, mas levam à monotonia e às vezes até podem causar sérios prejuízos à saúde.

Dietas muito restritivas e privações desnecessárias nunca é a melhor opção para perder peso. Diversificar cardápios, aumentar a ingesta diária de líquidos, frutas e legumes são alternativas importantes que auxiliam na perda de peso.





Veja abaixo uma lista de alimentos permitidos e proibidos para quem tem intolerância
ao glúten:

Permitidos: arroz e derivados, batata (fécula ou farinha), milho (fubá, farinha, amido de milho,
maisena, flocos, canjica e pipoca), mandioca (fécula ou farinha, como a tapioca, polvilho doce ou
azedo), macarrão de cereais (arroz, milho e mandioca), cará, inhame, araruta, sagu, trigo sarraceno.
Sucos de frutas e vegetais naturais, refrigerantes, chás, vinhos, champanhes, aguardentes,
saquê, café. Leite em pó, esterilizados, integrais, desnatados e semi-desnatados.
Leite condensado, creme de leite, Yakult, queijos frescos, tipo minas, ricota, parmesão.
Pães de queijo. açúcar de cana, mel, melado, rapadura, glucose de milho, malto-dextrina, dextrose, glicose, geléias de fruta e de mocotó, doces e sorvetes caseiros preparados com alimentos per-
mitidos, achocolatados de cacau, balas e caramelos. Todas as carnes, incluindo presunto e linguiça caseira. Manteiga, margarina, banha de porco, gordura vegetal hidrogenada, óleos vegetais, azeite. Feijão, broto de feijão, ervilha seca, lentilha, amendoim, grão de bico, soja.
Todos os legumes e verduras. Sal, pimenta, cheiro-verde, erva, temperos caseiros, maionese
caseira, vinagre fermentado de vinhos tinto e de arroz, glutamato monossódico.

Proibidos: todos os produtos elaborados com trigo (farinha, semolina, germe e farelo), aveia
(flocos e farinha), centeio, cevada (farinha) e malte. Cerveja, uísque, vodca, gim. Ovomaltine,
bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada. Leites achocolatados que contenham
malte ou extrato de malte, queijos fundidos, queijos preparados com cereais proibidos.
Patês enlatados, embutidos (salame, salaminho e algumas salsichas), carnes preparadas à
milanesa. Extrato de proteína vegetal.

Verificar no rótulo: bebidas e queijos cuja composição não esteja clara no rótulo. Iogurtes,
requeijão, bebidas com leite. Doces. Maionese, catchup, mostarda e temperos industrializados.

A quinua é cultivada na Bolívia, a 3,8 mil metros de altura e é uma opção para substituir o trigo em pão, macarrão, biscoitos e farinhas na dieta dos celíacos. Com o sabor semelhante ao das nozes, a quinua, conhecida em todo o mundo e que chegou ao Brasil há apenas seis meses, é riquíssima em proteínas e tem valor nutritivo semelhante ao do leite materno, sendo superior aos de origem animal, como a carne, o leite, os ovos e o peixe.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Chocolate: faz bem?

A história do chocolate se inicia nos anos de 1.500 A.C., sendo a civilização Olmeca, das terras baixas do Golfo do México, a primeira a aproveitar o fruto do cacau.
            Em 1519, Hernando Cortez descobriu o cacau durante suas conquistas no México, mas foi  em 1528 com Cortez que trouxe para a Espanha além do cacau a os ingredientes necessários para seu preparo. Com o passar do tempo, passaram a tomar o líquido quente, e também nesta época o cacau começou a ser feito em tabletes, que depois eram mais facilmente transformados em bebida.
            Em 1755, o cacau apareceu nos Estados Unidos e em 1795, os ingleses começaram a usar uma máquina a vapor para esmagar os grãos de cacau, a este invento deu início à fabricação de chocolates em escala industrial. Entretanto, somente 30 anos depois, os  holandeses desenvolveram uma prensa hidráulica que permitia a extração, de um lado, da manteiga de cacau, a do outro da massa de cacau. Esta última era pulverizada para se transformar em pó de cacau, se tornando solúvel em água.
            Na fabricação do chocolate, a massa de cacau, açúcar, manteiga de cacau, e, possivelmente, leite. Todo fabricante tem, para cada um de seus produtos, uma formulação própria, onde a proporção dos ingredientes varia conforme o produto final.
            Um estudo britânico mostrou o cacau é rico em flavonoides, sendo responsável por aumentar a circulação para o cérebro.
            A massa de cacau é o componente mais importante do chocolate, rico em flavonoides. Quando a massa de cacau é prensada ela forma dois tipos de produtos, um é a manteiga de cacau que corresponde a porção lipídica que preserva o aroma do fruto, mas não suas propriedades antioxidantes e benéficas a saúde. O outro produto é o pó do cacau, que preserva os flavonoides, porém por sofrer o mecanismo alcalinização, para se tornar mais facilmente solúvel, perde parte de sue benefícios à saúde. Esta última formulação está presente na composição dos biscoitos e achocolatados.

            A epicatequina, uma substância encontrada no cacau e, por extensão, no chocolate amargo, pode, juntamente com exercícios físicos, estimular a memória, revela um estudo que saiu há pouco no periódico científico americano. Em adição a isto, cientistas franceses acompanharam 1 640 pessoas com média de idade de 77 anos durante uma década. Quem seguia uma dieta com alimentos ricos em flavonoides, no caso do chocolate amargo, teve menor declínio das funções cognitivas.

TIPOS DE CHOCOLATES:

AMARGO
            Entram na sua composição as sementes de cacau, um mínimo de manteiga de cacau, pouco açúcar e nada de leite. Seu sabor peculiar se deve à maior quantidade de massa do fruto do cacaueiro. Uma barra de 30 gramas fornece 150 Kcal.

AO LEITE
           
Licor e manteiga de cacau, açúcar, leite, leite em pó ou leite condensado. Esses são alguns dos ingredientes que podem ser incluídos na receita desse chocolate, que é, aliás, creditada ao farmacêutico alemão Henri Nestlé (1814 – 1890). Calorias em 30 gramas: 159 Kcal.

BRANCO
            Muita gente não o considera digno de ser classificado como chocolate. Isso porque as sementes de cacau não fazem parte da fórmula desse alimento. Para obter o tipo branco, a indústria se vale de uma mistura de leite, açúcar, manteiga de cacau e lecitina. São 164 Kcal em 30 gramas.
           
            Estudo feito pelo Departamento de  Nutrição Humana da Universidade Real de Copenhague sugeriu que a ingesta diária de chocolate amargo ajuda a promover a saciedade. Esta pesquisa dividiu voluntários sadios em dois grupos, sendo que um deles ingeria logo pela manhã uma pequena barra de chocolate amargo e o outro, a versão ao leite. Quem comeu o tipo amargo consumiu menos calorias ao longo dos dias, conta o endocrinologista Dr. Márcio Mancini. Recomenda-se uma ingestão máxima de 30 a 40 gramas de chocolate amargo por dia.

domingo, 28 de novembro de 2010

Diabetes Gestacional: Como detectar este problema?

Este tipo de diabetes definido como a intolerância a glicose que surge durante a gestação, pode ser suspeitado quando a mulher tiver história prévia de abortamentos ou de gestação com nascimento de bebê acima de 4 Kg.

A importância deste diagnóstico precoce tem como objetivo a prevenção de  possíveis problemas para a mãe ou para o feto durante ou depois da gravidez.

Mulheres que tiveram o diagnóstico de diabetes gestacional em gestação anterior tem 30 a 60 % de chance de apresentar este problema novamente nas gestações posteriores e 80 % das mulheres com história de diabetes gestacional desenvolverão em 8 anos o Diabetes Mellitus tipo 2, sendo importante avisar a futura mamãe sobre seus riscos.

Os critérios recentes de acordo com a revista Diabetes Care de março deste ano para o diagnóstico de diabetes gestacional seriam uma dosagem de glicemia de jejum ≥ 92 mg/dl e < 126 mg/dl na ocasião da primeira consulta pré-natal. Caso a glicemia de jejum esteja ≥ 85 mg/dl e < 92 mg/dl, esta mulher teria que fazer, na 20ª semana de gestação, um exame chamado teste oral de tolerância a glicose, onde ela toma um xarope doce no laboratório, conhecido como dextrosol, que é um tipo de açúcar e após duas horas faz uma coleta de sangue. Se este valor for ≥ 153 mg/dl e < 200 mg/dl, a paciente é dita como portadora de diabetes gestacional.

O tratamento é feito com dieta alimentar e insulina. Seu objetivo é manter os valores do açúcar no sangue bem baixos (em jejum < 94 mg/dl ao se medir a glicose em aparelhos específicos, conhecidos como glicosímetros).

O risco de partos cesários e de complicações como eclampsia (= convulsão, hipertensão arterial e proteinúria) nestas gestações é maior quando comparado a gestações normais. Além do risco maior para o desenvolvimento do bebê, sendo o mais importante nestes casos o diagnóstico e tratamentos precoces.